22/3/2010 10:24:33
Polêmica internacional : Quem está certo? Dê sua opinião....
Da BBC
Começa nesta segunda-feira nos Estados Unidos um processo judicial para tentar revogar a decisão de uma escola secundária do Mississippi de cancelar o baile de formatura depois que uma aluna lésbica manifestou a vontade de comparecer vestida de terno e acompanhada de sua namorada.
A escola Itawamba County havia determinado que Constance McMillen, de 18 anos, poderia levar a parceira à festa, mas impôs que as duas fossem com vestidos e que não chegassem juntas, dançassem ou trocassem carícias.
Após a recusa de McMillen de aceitar as condições e de recorrer à Justiça, a escola decidiu cancelar o evento, que estava marcado para 2 de abril. A escola também está sendo acusada de ter violado o direito à liberdade de expressão da aluna.
Apoio
McMillen diz que passou a ser discriminada no colégio depois do caso.
Pais dos demais alunos organizaram um baile de formatura particular e não a convidaram.
O caso, no entanto, ganhou repercussão nacional. A União Americana pelas Liberdades Civis anunciou seu apoio a McMillen.
No Facebook, uma comunidade favorável a ela conta com mais de 384 mil membros.
A jovem também foi entrevistada no popular talk show da apresentadora lésbica Ellen DeGeneres, e recebeu uma bolsa de estudos no valor de US$ 30 mil de uma empresa de mídia digital.
Comentários
De: Valdete Paz
Comentário: A cidadania é uma meta do processo educativo escolar. Sendo assim, deve levar em conta o que os estudantes encontrarão no mundo real fora do ambiente escolar. O caso de uma aluna lésbica que quer expressar publicamente sua opção ou tendência para relacionamento sexual com pessoa do mesmo sexo é um exercício de cidadania que deve ser praticado no ambiente educativo que indica formação para a cidadania. Em relação ao baile a matéria não esclareceu se estaria permitido que qualquer estudante convidasse um parceiro de fora - ou seja, não estudante do estabelecimento ou não matriculados na escola - que apenas por motivo de organização e segurança poderia ser justificável diante da comunidade local escolar a exclusão. A atitude dos pais em assumir a formatura mantendo a exclusão de McMillen reforça o apoio a atitude adotada pela escola e lembrará mais tarde aos seus filhos de praticar a intolerância e mostrarem-se arrogantes por poderem financiar um baile segundo princípios que indicam pobreza de espírito, desconsideração aos sentimentos alheios - inclusive de alguém com quem eles conviveram e conhecem por morarem na mesma cidade (imagino) - além de desvirtuar o coleguismo, o amor entre as pessoas em seus relacionamentos de escolha própria. Sem falar que os pais jogam no lixo os conhecimentos sobre tratados internacionais de análise e resolução de conflitos e discussões pela paz ensinados pela escola. Ainda mais, sendo uma escola americana que por assistir, também vivenciou uma tragédia em 11 de setembro de 2001 – a explosão das torres gêmeas como modo de demonstrar intolerância. Por isso uma questão deste porte (‘tão pequena mas que pode ganhar dimensões maiores na vida adulta destes formandos secundaristas’), deve sim, ser levada pela mídia internacional para a análise de várias nações. Enquanto professora, mãe, tia e cidadã a minha opinião sincera é de lamentar pelos excluídos do mundo todo que não podem ir a um baile de formatura pelo simples motivo ‘e um motivo importante: por não terem dinheiro’; e suas escolas serem tão pobres que não podem financiar o evento. Já coloco como exemplo o Colégio Estadual Professor Gilson Amado, onde trabalho em Estância – Sergipe – Brasil que só faz algum evento de formatura com todos os recursos tirados dos bolsos dos alunos e organizados por eles mesmos... e aí eu entendo que eles só convidem a própria família que financia tudo junto com eles para partilharem de um momento de alegria e companheirismo entre os formandos.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
